Ano XIII - 2023

Trigger Points – Os gatilhos da dor

Nosso organismo é formado por mais ou menos 60% de massa muscular. Junto com os ligamentos são responsáveis por manter estruturas ósseas em funcionamento harmônico. Eles são responsáveis por praticamente todos os movimentos do corpo.
Portanto, por serem exigidos o tempo todo, encontram-se sujeitos a desgastes, fadigas e lesões.
Executam movimentos voluntários e involuntários. Alguns músculos do corpo, encontram-se em constante contração (mínima contração, na realidade) para que possam responder de imediato quando solicitados, como é o caso de alguns músculos da mastigação.
Quando nos movemos também estamos realizando uma contração voluntária. Quando o músculo contra-se involuntariamente  é porque  ele entrou em estado de espasmo.
Uma outra condição de contração involuntária são os pontos de gatilho, conhecidos na língua inglesa como : “trigger points” , que são nódulos contraidos,em bandas musculares tensas,  de 2 a 5mm de diâmetro, que podem ser encontrados nos músculos e fáscias. Eles comumente aparecem em indivíduos que possuem dor miofascial.
Os pontos de gatilho podem estar latentes ou ativos. Quando estão latentes, não provocam dor espontânea, apenas quando manipulados. Quando ativos, provocam um padrão de dor referida quando fazemos uma digitopressão, ou seja, quando pressionamos o ponto gatilho com o dedo, o indivíduo sente dor em outro local (dor referida). Já foram mapeadas as zonas de dor referida dos pontos de gatilho.
Quando presente na musculatura cervical, promovem quadros de dor semelhantes às dores de cabeça ou até mesmo simular dor na articulação temporomandibular.
É importante estar atento a este padrão de dor para não confundir com dor neuropática. Se estiver em uma área onde esteja comprimindo um plexo nervoso, como o plexo braquial, pode provocar dor nas costas, ombros, braços e mãos.
“O padrão de dor referida é que o distingue de outras dores musculares.”
Existe uma condição dolorosa que assemelha-se a ele que são os pontos sensíveis.
Qual a diferença?
A diferença é que os pontos sensíveis não provocam dor referida. Pelo contrário. Quando executa-se a digitopressão em um ponto sensível, o indivíduo responde com um sinal típico de pulo e afastamento da pressão conhecido na língua inglesa como  “jump sign”.
Fisiopatologia (o que causa o) trigger point
A principal etiologia são microtraumas repetitivos. Duas teorias foram propostas para determinar a etiologia do T.P. Uma fala sobre o aumento do cálcio que promoveria  e perpetuaria contrações voluntárias. A outra fala sobre a ação das catecolaminas.
O grande problema do ponto de gatilho  é que, além de restringir o movimento ele promove uma diminuição da circulação sanguínea local, consequentemente menos aporte de oxigênio chega ao local, mais ácido láctico é produzido, consequentemente ocorre uma retro alimentação da contração e inflamação local e consequentemente restrição de movimento.
Como tratar?
Uma pergunta frequente que me fazem é: já que ocorre uma contração muscular intensa, então porque os medicamentos relaxantes musculares não resolvem o problema?
Uma boa resposta é que a medicação deveria  ser forte o suficiente para parar todas as contrações involuntárias dos músculos. Consequentemente o coração não suportaria. Então executa-se pressão digital no trigger point (em média 4kg) para descomprimir a musculatura e interromper o ciclo de dor.
Outras formas de tratá-lo incluem: ultrassom, eletro estimulação, spray e infiltração anestésica.

Fonte: http://www.tratamentodaatm.com.br/trigger-points-pontos-de-gatilho-dor/

Nenhum comentário:

Postar um comentário